segunda-feira, 27 de junho de 2016

ITAIM PAULISTA: 06 e 07 DE JUNHO DE 2016

MAIS UMA CHEIA PARA CHAMAR DE NOSSA


Um grande temporal foi vivenciado pelos moradores do Itaim Paulista. Da noite do dia 06 para a madrugada de 07 de junho, a chuva castigou o bairro. No Jardim Nélia, por volta das 22h30min da segunda-feira, uma casa à beira do rio desabou, deixando uma família desabrigada e um morador morto. Gelson Ferreira da Silva, de 45 anos, dormia sozinho em casa no momento do desabamento.



ENCHENTE NO ITAIM PAULISTA: 09 DE JANEIRO DE 2016

09 DE JANEIRO DE 2016: ANO NOVO, CHUVA NOVA


O Itaim Paulista sofreu mais uma vez com as fortes chuvas. Desta vez, em um sábado de janeiro, no fim de tarde do dia 09. Cerca de 2000 famílias foram afetadas pelo temporal, que foi, em um dia, metade do esperado para o mês de janeiro inteiro. Moradores registraram os estragos e a enchente. 

Próximo à Escola Estadual de Ensino Integral Professor João Batista Vilanova Artigas, há o córrego Itaim, que corta os bairros Cidade Kemel, Jardim Nélia, Jardim Camargo Novo e Jardim Camargo Velho. Toda esta região foi inundada, tendo inclusive alunos da escola que foram castigados em suas casas pela ação da chuva.


REFERÊNCIA DO VÍDEO:

CLN: Fortes chuvas no sábado, 9, causam enchente no extremo leste de SP. Publicado em 11 de jan de 2016 por TV CLN. Disponível em: <https://www.youtube.com/watch?v=phqBf2beuho>. Acesso em 27 de junho de 2016.

ENCHENTES NO ITAIM PAULISTA

As primeiras enchentes no Itaim Paulista, segundo os moradores mais antigos do bairro, ocorreram em meados dos anos 60. De lá pra cá, todo verão traz muito medo para a população, por ser a época das fortes chuvas. Junto à água que se vai após o alagamento, sonhos também se vão. Gostaríamos de começar as reflexões mostrando este vídeo dos córregos no Itaim Paulista em 2011, gravado pela TV Itaim. 

Sugerimos uma reflexão: qual é a ação dos moradores neste cenário?



Referência do vídeo:

Córregos no Itaim Paulista. Situação dos córregos no Itaim Paulista, após as chuvas dos dias 15 e 16/10/2011. Gravado pela TV Itaim em 16/10/2011. Disponível em: <https://www.youtube.com/watch?v=4xlf8uC-kIM>. Acesso em 27 de junho de 2016.


PLANO DE DISCIPLINA ELETIVA - 1º SEMESTRE/2016 ESCOLA “PROFESSOR JOÃO BATISTA VILANOVA ARTIGAS”

PLANO DE DISCIPLINA ELETIVA - 1º SEMESTRE/2016ESCOLA “PROFESSOR JOÃO BATISTA VILANOVA ARTIGAS”


“EDUCOMUNICAÇÃO: NOSSO BAIRRO, NOSSA PAISAGEM, NOSSO BLOG”

EMENTA: A disciplina eletiva “EDUCOMUNICAÇÃO: NOSSO BAIRRO, NOSSA PAISAGEM, NOSSO BLOG” tem como proposta incentivar o aprendizado, a criatividade e o empoderamento local dos alunos por meio do estudo da evolução das enchentes no bairro. Este estudo será realizado com pesquisas, entrevistas, criação de vídeos e outras mídias, troca de informações e de produções lúdicas como dramatizações, paródias, músicas e outras atividades artísticas a serem publicadas em um blog específico. As atividades conceituais de Língua Portuguesa, História, Geografia e Informática serão sempre contextualizadas com os processos de criação, de modo que se priorize o desenvolvimento do letramento, da oralidade e das competências leitora e escritora, além do uso das TIC'S – tecnologias de informação e comunicação atuais.

JUSTIFICATIVA: A escola tem como desafios atuais promover o efetivo letramento. Sabe-se que a população brasileira é, em sua maior parte, alfabetizada, porém muitos não têm o hábito de leitura efetivo, criando dificuldades de interpretação textual. Os textos estão presentes em todas as situações comunicativas, sendo necessária a boa fluência em linguagem oral e escrita para produzir, ler e interpretar textos. Pensando nisso, a presente eletiva visa desenvolver capacidades comunicativas usando-se da educomunicação, que é uma metodologia de aprendizagem com o uso de tecnologias modernas de informação e mídia, o que faz o aprendizado se transformar em algo lúdico e de interação social.
A educomunicação, campo de estudo consolidado pelo Núcleo de Educação e Comunicação da Universidade de São Paulo, coordenado pelo professor Ismar Soares, é uma proposta que liga os saberes da comunicação aos da educação e que tem como norte desenvolver práticas em prol da educação formal ou informal. É o educar por meio da comunicação. Através da educomunicação, os participantes aprendem o uso da tecnologia para construção de conhecimentos que partem da educação básica, passando por conteúdos diversificados e promovem autonomia, cidadania, respeito, liberdade de expressão, ética e demais comportamentos sociais.
A proposta é a criação de um blog contendo estudos da comunidade local voltados para a evolução de enchentes no bairro, com a finalidade de que os alunos possam refletir sobre o processo do homem agindo contra o meio ambiente, favorecendo uma visão crítica, ética e política aos educandos. Unindo a história do bairro e a geografia local à linguagem jornalística e promovendo o uso da comunicação e da tecnologia para divulgação destes estudos, espera-se alcançar os objetivos interdisciplinares contidos nesta eletiva.

ÁREAS DO CONHECIMENTO: Geografia, História e Língua Portuguesa

PROFESSORAS ORIENTADORAS: Bruna de Oliveira e Francisca Rodrigues

OBJETIVOS: Reconhecer urgentemente a necessidade da elevação do nível  científico, cultural e técnico do homem, para a universalização da  escolarização básica de qualidade; Contemplar as necessidades educativas do aluno; Dar atenção à diversidade na aula; Potencializar o processo de colaboração e a socialização do ensino; Possibilitar a interação entre a comunidade escolar e o bairro; Inserir na escola o interesse por diversos gêneros discursivos e o uso de TIC'S – Tecnologias de informação e comunicação; Desenvolver a capacidade leitora, escrita e oral, elevando assim o nível de letramento; Promover o empoderamento do aluno perante sua comunidade; Refletir sobre a situação local; Exercer efetivamente a cidadania; Resgatar o histórico da paisagem local e estudá-lo de maneira concreta, percebendo-se o aluno como participante e elemento do bairro, valorizando a comunidade.

HABILIDADES: Desenvolver formação teórica consistente, ter compromisso ético e político e acreditar em suas potencialidades; Compreensão oral, leitora, produção oral e escrita; Domínio de tecnologias de informação e comunicação; Desenvolver o letramento; Utilizar-se de artifícios artísticos e culturais para divulgar e conscientizar a comunidade quanto a problemas reais; Reconhecer elementos constitutivos de uma paisagem; Relacionar informações que permitam a percepção dos diferentes elementos da paisagem; Comparar distintos elementos da paisagem; Identificar por meio de iconografias, situações de desigualdades sociais impressas nas paisagens; Reconhecer no tempo histórico as permanências e mudanças, as diferenças e semelhanças dos eventos humanos; Identificar problemas a partir da observação da realidade; Pensar em soluções que possam resolver problemas reais e beneficiar sua comunidade; Reconhecer os elementos organizacionais e estruturais caracterizadores dos gêneros textuais jornalísticos; Refletir sobre o uso da língua como instrumento facilitador de toda e qualquer aprendizagem; Questionar a realidade, identificando problemas e propondo soluções; Fazer uso do pensamento lógico, da criatividade, da intuição e da capacidade de análise crítica para a resolução de problemas; Produzir mensagens próprias, interagindo com os meios; Selecionar acontecimentos e temas relevantes para a escrita de textos jornalísticos na ferramenta blog.

CONTEÚDOS: Leitura, produção e interpretação de gêneros de textos jornalísticos como entrevista, notícia, crônica, reportagem, gráficos e infográficos; Produções de vídeos; Dramatizações e encenações; Composição de textos artísticos como músicas e textos teatrais; Estudo do meio; Leitura de paisagem; Tempo histórico e tempo da natureza; Memórias do bairro; Arte e fotografia; Linguagem das fontes históricas; Etapas de elaboração e revisão de escrita; Tecnologias de informação e comunicação.

METODOLOGIA: Desenvolver atividades que tenham uso contextualizado e real, no intuito de despertar e manter a motivação dos alunos; Promover estratégias para despertar o interesse pelos conteúdos trabalhados; Trabalhar os conteúdos de modo interdisciplinar para que os alunos percebam sua aplicabilidade e seu uso social; Uso do blog como ferramenta de interação e registro de conteúdos; Gravação de vídeos e áudios para registro e divulgação de informações pesquisadas; Produção de atividades artísticas como forma de conscientização, interação, intervenção e divulgação comunitária; Estudo de campo; Conexão com o currículo escolar.

RECURSOS: Computadores com acesso à internet; máquinas filmadoras, fotográficas e gravadores de áudio - que podem ser também de uso pessoal dos alunos, como celulares e mp3; cadernos para anotações; Projetor de imagens e vídeos – Datashow; Caixa de som; TNT; Cartolinas, papéis sulfite, cartão e pardo; Fitas adesivas e dupla-faces; Barbantes; Colas, tesouras, réguas, lápis e canetas coloridas.

AVALIAÇÃO: A avaliação será contínua, observando aspectos como: Compreensão dos momentos históricos e geográficos da comunidade; Uso da língua portuguesa nas modalidades escrita e oral; Capacidade de interação com o grupo; Proatividade; Tomada de decisões; Qualidade das produções; Criatividade nas atividades artísticas; Interpretação, leitura, produção e revisão de textos.

REFERENCIAIS BIBLIOGRÁFICOS:
AB’SABER, Aziz. A geografia do bairro. Revista Nova Escola, São Paulo, ano 16, n.139, p. 14-16, jan./fev 2001.
ADEVE, José Luiz (et al.) EduComunicação em Movimento. Fundação Tide Setúbal: São Paulo, 2012.
COTES, P. Quer aprender? Crie um blog. São Paulo: Revista Época, ed. 456, 12 fev. 2007. Disponível em http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EDG76347-6014-456,00.html  Acesso em: 05 de março de 2016.                                                                                                                                                      
FREITAS, Gustavo. TIC na Educação: Como criar um blog pra escola, um projeto ou uma disciplina – Parte I. Disponível em http://gfsolucoes.net/como-criar-um-blog-pra-escola-i/  Acesso em 03 de março de 2016.
KLEIMAN, Angela B. (2005). Preciso “ensinar” o letramento? Não basta ensinar a ler e escrever? Cefiel/Unicamp & MEC.
MARCUSCHI, Luiz A. (2000) Da fala para a escrita. Atividades de retextualização. São Paulo: Cortez Editora.
SANTOS, Milton. Metamorfoses do espaço habitado: fundamentos teóricos e metodológicos da geografia. São Paulo: Hucitec, 1991.
SOARES, Ismar de Oliveira. MAS, AFINAL, O QUE É EDUCOMUNICAÇÃO? USP, São Paulo. Disponível em http://www.usp.br/nce/wcp/arq/textos/27.pdf  Acesso em: 05 de março de 2016.
SÃO PAULO (Estado) Secretaria da Educação. Proposta curricular do Estado de São Paulo para o ensino de língua portuguesa para o ensino fundamental Ciclo II e ensino médio. São Paulo: SEE, 2008.
SÃO PAULO (Estado) Secretaria da Educação. Proposta curricular do Estado de São Paulo para o ensino de história para o ensino fundamental Ciclo II e ensino médio. São Paulo: SEE, 2008.
SÃO PAULO (Estado) Secretaria da Educação. Proposta curricular do Estado de São Paulo para o ensino de geografia para o ensino fundamental Ciclo II e ensino médio. São Paulo: SEE, 2008.
SÃO PAULO (Estado) Secretaria da Educação. Matriz de avaliação processual: geografia e história, ciências humanas. São Paulo: SEE, 2016.
SÃO PAULO (Estado) Secretaria da Educação. Matriz de avaliação processual : língua portuguesa, linguagens. São Paulo: SEE, 2016.

CRONOGRAMA:
MARÇO
16 – Acolhimento inicial: Apresentação e exposição inicial da disciplina eletiva aos alunos inscritos, exposição de conteúdos, justificativa, objetivos, metodologia e instrumentos de avaliação; Expectativas para a culminância.
23 – Estudo dos elementos constitutivos de uma paisagem e de informações que permitam a percepção dos diferentes elementos dela;
30 - Estudo de iconografias, situações de desigualdades sociais impressas nas paisagens; Reconhecimento no tempo histórico as permanências e mudanças, as diferenças e semelhanças dos eventos humanos.
ABRIL
06 – Identificação de problemas a partir da observação da realidade.
13 – Orientação para o estudo de campo.
20 – Estudo de campo.
27 - Roda de conversa sobre o estudo de campo; Conclusão das pesquisas e tomada de decisões; Plano de ação para elaboração do blog.
MAIO
04 – Criação do blog; Produções de vídeos e inserção no blog.
11 – Produções de vídeos e inserção no blog; Estudo de textos jornalísticos; Produções de textos e inserção no blog.
18 - Estudo de textos jornalísticos; Produções de textos e inserção no blog.
25 - Estudo de textos jornalísticos; Produções de textos e inserção no blog.
JUNHO
01 – Revisão final de todo o blog para finalização da atividade.
08 – Preparação do material de exposição para a culminância.
15 – Ensaios para a culminância.
22 – Ensaios para a culminância.
29 - Ensaios para a culminância.

DISCIPLINAS ELETIVAS? O QUE SÃO?

Disciplinas eletivas



A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, no seu artigo 26, propõe ao currículo uma Parte Diversificada que fornece diretrizes para a concepção das Disciplinas Eletivas no Ensino Integral. Os Parâmetros Curriculares Nacionais do Ensino Médio (1999) estabelecem para a escola, em cumprimento ao seu papel primordial, pensar num currículo como instrumentação da cidadania democrática, contemplando conteúdos e estratégias de aprendizagem que capacitem o ser humano em três domínios: a vida em sociedade, a atividade produtiva e a experiência subjetiva, sustentados por diretrizes gerais orientadoras pelos quatro pilares da educação da UNESCO, Aprender a Conhecer, Aprender a Fazer, Aprender a Conviver e Aprender a Ser. 

As Disciplinas Eletivas são um dos componentes da Parte Diversificada e, devem promover o enriquecimento, a ampliação e a diversificação de conteúdos, temas ou áreas do Núcleo Comum. Consideram a interdisciplinaridade enquanto eixo metodológico para buscar a relação entre os temas explorados, respeitando as especificidades das distintas áreas de conhecimento. 

Dentro do currículo do Ensino Integral as disciplinas eletivas ocupam um lugar central no que tange à diversificação das experiências escolares, oferecendo um espaço privilegiado para a experimentação, a interdisciplinaridade e o aprofundamento dos estudos. Por meio delas é possível propiciar o desenvolvimento das diferentes linguagens: plástica, verbal, matemática, gráfica e corporal, além de proporcionar a expressão e comunicação de ideias e a interpretação e a fruição de produções culturais. 

Dessa forma, os alunos participam da construção do seu próprio currículo; da ampliação, da diversificação de conceitos, procedimentos ou temáticas de uma disciplina ou área de conhecimento que não são garantidas no espaço cotidiano disciplinar; o desenvolvimento de ações de acordo com os seus interesses relacionado aos seus Projetos de Vida e/ou da comunidade a que pertencem; o favorecimento da preparação para a futura aquisição de capacidades específicas e de gestão de seus conhecimentos para continuidade dos estudos e ingresso no mundo do trabalho. 

As Disciplinas Eletivas, de organização semestral, são propostas e elaboradas por grupos de ao menos dois professores de disciplinas distintas. O tema é de livre escolha professores, desde que se trate de um assunto relevante e que seja abordado de modo a aprofundar os conteúdos da Base Nacional Comum. 

A cada semestre a escola deve oferecer aos alunos um conjunto de opções de disciplinas eletivas. Cabe a cada grupo de professores responsáveis por uma eletiva fazer um plano de trabalho, a ser explicitado por meio de uma ementa. A publicação das ementas permite aos alunos escolherem de forma consciente a eletiva que desejam cursar. 

As eletivas devem ser planejadas de modo a culminar com a realização de um produto ou evento a ser apresentado para toda a escola. 

Tendo em vista o incentivo à convivência e à troca de experiências, as eletivas têm por princípio a integração de alunos dos diversos anos/séries. No ensino fundamental podem ser agrupados alunos do 6º e 7º anos e do 8º e 9º anos. No ensino médio podem ser agrupados alunos das três séries. Para assegurar essa participação na organização do horário escolar as eletivas devem ser oferecidas todas no mesmo horário.

REFERÊNCIAS

GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO. Diretrizes do programa - ensino integral. Governo do estado de São Paulo - Secretaria da educação.
Disponível em <http://www.educacao.sp.gov.br/a2sitebox/arquivos/documentos/726.pdf>. Acesso em 27 de junho de 2016.